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katharsis

Musevi
Katharsis Cia. de Dança (BA)

15/11 (terça) – 20h

Espaço Xisto Bahia

Gratuito

“Musevi” propõe uma transmissão da história vivida pelo povo judeu durante a Alemanha nazista, através da utilização da linguagem coreográfica. Mais especificamente utilizando o jazz contemporâneo, uma das vertentes do jazz dance. Na Alemanha nazista, comandada por Adolf Hitler, sangue, tortura e sofrimento povoaram os campos de concentração. Os arianos escravizaram, fizeram de experimentos e massacraram famílias de judeus. Visceral, “Musevi” (termo utilizado na língua turca para designar os judeus) pretende retratar esse lugar, esse caos, essa dor sofrida e ecoada como exemplo de atrocidade e preconceito. A obra teve também como inspiração para criação o filme “BENT”, o qual aborda a vivência de um judeu e homossexual durante o campo de concentração.

Direção e coreografia: Filipe Monte Verde
Iluminador: Nicolas Fernandes e Cintia Sadoyama
Elenco: Bruna Taubert, Beatriz Prado, Bianca Miranda, Camila Veloso, David Barros, Ezequiel Sales, Flavia Rodrigues, Guilherme Fraga, Jessica Seixas, Jean Magalhães, Luiza Dahia, Luiza Agra, Lucas Lemos e Paulo Abreu


Outras Dinâmicas
Balé Jovem de Salvador (BA)

Povo, massa e manifestação. “Outras Dinâmicas” vem refletir sobre o momento presente de reorganização da lógica do poder no Brasil. Mais uma vez o corpo brasileiro é atravessado e o que se desdobra é um movimento brusco, reprimido, manipulado. Um manifesto do corpo cansado e sem voz (ou rouco de tanto gritar) num plenário esvaziado de verdade e realidade. Nunca antes foi tão necessário saber quem está fora, quem está dentro, de que cor, qual etnia, qual gênero, qual partido, que partido, onde estamos e para onde ir. A obra é simplesmente um desabafo do corpo diante de tudo que ocorreu e ainda está por vir.

A pesquisa surgiu da inquietação dos jovens da companhia a partir de seus relatos sobre a realidade política da nação, que foi estimulada através de elementos ligados aos vários entendimentos de Brasil já expostos por governos ditadores e democráticos da história brasileira, conteúdos que compuseram as cenas contidas na obra.

Coreografia: Matias Santiago
Ensaiador: Ramon Moura
Iluminação: Matias Santiago
Música: Carlos Gomes (“O Guarany” – abertura)


DELIRIO, ANGELO MADUREIRA, Panorama SESI de Dança 2010

DELIRIO, ANGELO MADUREIRA, Panorama SESI de Dança 2010

Delírio
Ângelo Madureira (SP)

Espetáculo solo de Ângelo Madureira, “Delírio” foi criado em 1999, após o processo de pesquisa do solo de “Bateria”, feito através da Bolsa de Pesquisa Rede Stagium, em 1998. Neste experimento, Ângelo Madureira buscou no livro Frevo Capoeira e Passo, de Waldemar de Oliveira, conceitos sobre o frevo. Nesse livro, Waldemar cita que o frevo é a música e o passo é a dança. Através desse conceito, Ângelo Madureira desenvolveu o solo de “Bateria”, onde substituiu a música do frevo pelo som do rock progressivo. Com esse material, surgiu a seguinte pergunta: se tirar a música do frevo, o que se dança? Como resultado desse questionamento, surgiu o espetáculo “Delírio”, uma obra lúdica, com características fortes da maneira de representar a dança popular em cena. É sempre difícil identificar o começo de uma história. Para Ângelo Madureira, o solo pode ter nascido sete anos antes da estreia, em um aniversário do Balé Popular do Recife, com a música que dá nome à obra (composta por seu tataravô Tonheca Dantas) e um personagem criado por seu próprio pai. Mas também poderia ter sido em uma madrugada solitária, um ano depois de chegar a São Paulo, durante a leitura da carta de recomendação escrita pelo pai, que guardava nas costas a fábula de um curumim que, após retornar à tribo de origem, não conseguia mais se reconhecer. Essas referências afetivas ainda estão muito presentes, mas de lá para cá muita coisa mudou, sobretudo com o encontro com Ana Catarina Vieira. A partir daí, surgiram muitas perguntas e algumas continuam sem resposta: a dança se organiza a partir de um banco de passos ou a pesquisa pode desdobrá-los recriando corporalmente uma historiografia das primeiras formas? Como escapar das classificações que não admitem os entrelugares? Como sobreviver fora do lastro das etiquetas que garantem a circulação em mercados específicos?

Criação, interpretação, figurino e cenografia: Ângelo Madureira
Direção: Ana Catarina Vieira
Direção técnica, administração e iluminação cenográfica: Juliana Augusta VieiraMúsicas: Matinada, Valsa para Bilu, Biu do Pífano, Caldo de Cana, Maracatu Indiano, Mourama, Laursa, Cocão, Kuarupe e A Cobra de Ántulio Madureira, Relembrando o Norte de Severino Araújo
Produção, comunicação e assessoria de imprensa: Iara Maria Vieira
Direção geral: Ana Catarina Vieira

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katharsis

Musevi
Katharsis Cia. de Dança (Bahia)

November 15 (Tuesday) 8:00 PM

Espaço Xisto Bahia

Free entrance

“Musevi” proposes a transmission of the history lived by the Jewish people during the Nazi Germany, through the use of choreographic language. More specifically using contemporary jazz, one of the jazz dance subgenres. In Nazi Germany, led by Adolf Hitler, blood, torture and suffering flooded the concentration camps. The Aryans enslaved, made experiments and massacred Jewish families. Visceral, “Musevi” (term used in Turkish language to describe the Jews) intends to portray this place, this chaos, the pain suffered and echoed as an example of atrocity and prejudice. The creation of this work was also inspired by the film “BENT”, which deals with the experience of a Jew homosexual in a concentration camp.

Direction and choreography: Filipe Monte Verde
Lighting: Nicolas Fernandes and Cintia Sadoyama
Cast: Bruna Taubert, Beatriz Prado, Bianca Miranda, Camila Veloso, David Barros, Ezequiel Sales, Flavia Rodrigues, Guilherme Fraga, Jessica Seixas, Jean Magalhães, Luiza Dahia, Luiza Agra, Lucas Lemos and Paulo Abreu


Outras Dinâmicas
Balé Jovem de Salvador (Bahia)

People, mass and demonstration. “Outras Dinâmicas” intends to reflect on the current moment of reorganization of the logic of power in Brazil. Once again the Brazilian body is crossed by and what unfolds is a sudden, repressed, manipulated movement. A manifest of the tired and voiceless body (or hoarse from all the shouting) in a plenary emptied of truth and reality. Never before has it been so necessary to know who’s out, who’s in, what color, what race, what gender, what party, which party, where we are and where to go. The work is simply a body outburst facing all that happened and is still to come.

The research arose from the unrest of the young dancers of Balé Jovem de Salvador, based on their own stories about the political reality of the nation, which was stimulated by elements linked to the various understandings of Brazil already exposed by dictator and democratic governments of Brazilian history, a content that composes the scenes contained in this work.

Choreography: Matias Santiago
Rehearsals: Ramon Moura
Lighting: Matias Santiago
Music:O Guarany” – opening by Carlos Gomes


DELIRIO, ANGELO MADUREIRA, Panorama SESI de Dança 2010

DELIRIO, ANGELO MADUREIRA, Panorama SESI de Dança 2010

Delírio
Ângelo Madureira (SP)

Solo performance by Ângelo Madureira, “Delírio” was created in 1999, after the research process of the solo work “Bateria”, sponsored by a grant from ‘Rede Stagium’ received in 1998. In this experiment, Ângelo Madureira sought in the book “Frevo Capoeira e Passo”, by Waldemar de Oliveira, concepts about frevo. In this book, Waldemar mentions that frevo is the music and the step is the dance. Through this concept, Ângelo Madureira developed the solo “Bateria”, replacing the frevo music by the sound of progressive rock. With this material, the following question arose: if you take away the frevo music, what does one dance? As a result of this question, “Delírio” was created: a playful work, with strong characteristics of the way to represent the popular dance on stage. It’s always difficult to identify the beginning of a story. For Ângelo Madureira, this solo work may have been born seven years before the premiere, on the anniversary of Balé Popular do Recife, with the song that gives name to the work (composed by his great-grandfather Tonheca Dantas) and a character created by his own father. But it could also have been during a lonely night, a year after arriving in São Paulo, during the reading of the recommendation letter written by his father, who kept in his back the tale of an Indian boy who, after returning to his tribe of origin, could no longer recognize himself. These affective references are still very present, but since then much has changed, especially after meeting with Ana Catarina Vieira. From then on, many questions appeared and some remain unanswered: is the dance organized from a bank of steps or can the research unfold them, bodily recreating a historiography of the first forms? How to escape the labels that don’t admit anything in between? How to survive outside the leverage of those labels that assure the circulation in specific markets?

Creation, interpretation, costume and set design: Ângelo Madureira
Director: Ana Catarina Vieira
Technical direction, management and scenographic lighting: Juliana Augusta Vieira
Music: Matinada, Valsa para Bilu, Biu do Pífano, Caldo de Cana, Maracatu Indiano, Mourama, Laursa, Cocão, Kuarupe and A Cobra by Ántulio Madureira, Relembrando o Norte by Severino Araújo
Production, communications and PR: Iara Maria Vieira
General Direction: Ana Catarina Vieira{:}

Local:

Data:

Horário:

Valor:

Mostra Artística

pachamariaharveymorena + Planta do Pé

Morena Nascimento (MG/BA) + Maria Eugenia Tita (SP)

Calabouço + INVente EXperimente (INVEX)

Kátharsis Cia. de Dança (BA) + Artistas diversos

JUNTO

Coletivo Lagoa (Portugal)

Aboios + Brasil com Z + Vaca Profana

Coletivo Rapadura com Urucum & Dendê (BA) + Cia. de Atores Bailarinos Adolpho Bloch (RJ) + Grupo de Dança e Performance da UFS e Coletivo Na Pele (SE)

Bachannal + A Viagem

Lori Belilove (EUA) e Contemporânea Ensemble (BA) + Escola Contemporânea de Dança (BA)

Fórum de Educadores de Dança

Pelo sétimo ano, a JORNADA DE DANÇA DA BAHIA inclui em sua programação o Fórum de Educadores de Dança, uma ação pioneira voltada à reflexão e ao desenvolvimento do ensino da dança, em todo seu potencial transformador, na Bahia e no Brasil. Reunindo professores e dançarinos de cidades do interior e da capital baiana, além de vindos de outros estados, o Fórum realiza um intercâmbio sólido de experiências vividas em diferentes contextos, mas sempre conectadas pelo interesse de se abranger repertórios diversos, questionar paradigmas, aprofundar o conhecimento e qualificar a prática. Oficinas, workshop, bate-papo e palestra, em paralelo a uma programação artística que reconhece e valoriza a formação artística do dançarino, objetivam instrumentalizar os profissionais de educação em dança para que sejam pontes cada vez mais firmes para travessias humanas e cidadãs.

Os participantes do Fórum de Educadores de Dança são professores, educadores e profissionais de dança inscritos em convocatória pública, que usufruem do evento de forma totalmente gratuita.

Programação

14/11 (quinta)

  • Oficina com Rosane Campello (RJ) e Luciana Carnout (RJ)

    9h00 às 12h00, na sala de ensaio do Teatro Castro Alves | Para participantes inscritos | Gratuito
  • Workshop: Subjetividade em Rede, com Gisela Tapioca (BA)

    14h00 às 18h00, no Goethe-Institut Salvador | Para participantes inscritos | Gratuito

15/11 (sexta)

  • Oficina com Morena Nascimento (MG/BA)

    9h00 às 12h00, na sala de ensaio do Teatro Castro Alves | Para participantes inscritos | Gratuito

16/11 (sábado)

  • Oficina com Maria Eugenia Tita (SP)

    9h00 às 12h00, na sala de ensaio do Teatro Castro Alves | Para participantes inscritos | Gratuito
  • Mesa-redonda: “Dramaturgias do Corpo em Cena”

    Com Marcelo Moacyr (BA/SE), Maria Eugenia Tita (SP) e Morena Nascimento (MG/BA); Mediação: Edileusa Santos (BA) | 14h00 às 16h00, no Goethe-Institut Salvador | Para participantes inscritos | Gratuito

17/11 (domingo)

  • Oficina com Vânia Oliveira (BA)

    9h00 às 12h00, na sala de ensaio do Teatro Castro Alves | Para participantes inscritos | Gratuito
  • Palestra: “A criança nova... A criança eterna”, com Lydia Hortélio (BA/SP)

    14h00 às 16h00, no Goethe-Institut Salvador | Para participantes inscritos | R$ 150

Acesse os Currículos


Edileusa Santos (BA)


Gisela Tapioca (BA)


Luciana Carnout (RJ)


Lydia Hortélio (BA/SP)


Marcelo Moacyr (BA/SE)


Maria Eugenia Tita (SP)


Morena Nascimento (MG/BA)


Rosane Campello (RJ)


Vânia Oliveira (BA)